domingo, 8 de setembro de 2013

SIGNIFICADOS DAS VELAS



SIGNIFICADO DAS VELAS

Por Iara de Oliveira Rocha


As velas são utilizadas das mais diversas formas, em diferentes religiões ou aplicações

místicas, Na minha opinião se pegarem uma vela fizerem uma intenção e a acenderem

com fé é um ritual válido para qualquer ação.

Um procedimento muito usado por diversas vertentes místicas consiste em untar as

mãos com óleo, passar sete vezes no sentido do pavio para a base, procedimento

tido como purificador da vela, depois fazer o contrário da base para o pavio como

processo de impregnação da sua energia na vela, fazendo a mentalização da intenção

com a qual a vela será acesa. Alguns ramos místicos escrevem nas velas nomes ou

desejos, bem como usam óleos essenciais para pedidos específicos.

AS VELAS E SUAS CORES

BRANCA - é pura e neutra podendo ser usada em substituição as outras cores, mas

seu significado está ligado ao despertar da espiritualidade; é purificadora, e muito

utilizada para anjos da guarda.

LARANJA - É revitalizante, usada para aumento das forças energéticas; e para casos

que precisam ser ativados o ânimo das pessoas.

VERMELHA - Muito utilizada em magias, representa vitalidade, autoridade e paixão.

Usada em muitos casos em que a questão necessita urgência.

AMARELA - representa o pensar, o raciocínio,  a lógica e o conhecimento. Muito

usada em questões que envolvem finanças e beleza.

ROSA - Envolve energias sutis de amor, compreensão e perdão.Representa o amor

incondicional e os afetos. Ajuda em questões afetivas, para pessoas muito agitadas e

para o perdão.

VIOLETA. Ligada a transmutação de situações, e queima do karma ela é purificadora

ajudando nas questões que envolvem vícios e obsessões .

VERDE - Cor do raio de cura, recupera o estado vital onde o cansaço nos oprime.

Usada também em questões de saúde, financeiras, para abundância por estar ligada
a natureza.

PRETA - Por ser uma cor que absorve energias deverá ser utilizada apenas por

iniciados e em rituais místicos por pessoas que conheçam as forças que estão

empregando.
MARROM - igualmente a vela preta deverá ser utilizada apenas por iniciados.

AZUL CLARA  - Desperta calma, tranquilidade, paz e harmonização, utilizada em

rituais de proteção de pessoas ou coisas. Ela atua contra o medo.

AZUL ESCURO - Está ligada aos desejos e prazeres, confere autoridade. E é 

utilizada em rituais para aumento de sensualidade e auto-estima.

AS ESSÊNCIAS PARA CONSAGRAÇÃO DAS VELAS

Absinto: Estimulante geral para o cansaço mental e físico.
Alecrim: Traz saúde e sucesso nos negócios, acalma.
Alfazema: Acalma, limpa o ambiente.
Almísca: Afrodisíaco, traz sensualidade e atração.
Amor Perfeito: Purifica, estudo, amor, elevação das vibrações.
Angélica: Fortifica a espiritualidade.
Anis: Para despertar o amor interno.
Anúbis: Para desperta a força.
Arruda: Proteção, limpa ambientes carregados.
Bálsamo: Acalma e equilibra a energia.
Bálsamo Rosa: Acalma, purifica, estudo, amor, elevação das vibrações, 
psíquicos.
Benjoim: Aumenta a espiritualidade, exorcismo.
Camomila: Acalma, purifica, psíquicos.
Canela: Estimulante; atrai prosperidade, bens matérias, 
equilíbrio mental.
Cânfora: Acalma, limpa ambientes carregados, desenvolvimento 
psíquico.
Cedro: Purifica, para despertar orças, psíquico.
Coco: Estimula o bem estar.
Cravo: Excitante, afrodisíaco, expulsar forças negativas, 
e expectorante.
Cravo-da-Índia: Purifica, para despertar força, espiritualidade, 
sensualidade e atração.
Dama-da-Noite: Ideal para encontros amorosos.
Egípcio: Purifica, amor.
Erva-Doce: Poderoso calmante.
Espiritual: Purifica, para despertar forças e espiritualidade.
Eucalipto: Purifica.
Eternum: Estudo, espiritualidade, elevação das vibrações, psíquicos.
Flôr-do-Campo: Equilíbrio emocional.
Flôr-de-Pitanga: Incentiva a criatividade.
Flôr-da-Índia(Kewda): Purifica as vias respiratórias.
Floral: Afasta os sentimentos negativos.
Eliotropio: Amor.
Jasmim: Afrodisíaco, atrai paixão, melhora o humor, espiritualidade, 
elevação das vibrações, psíquico.
Kamarc: Para despertar força.
Lavanda: Harmonia, paz e equilíbrio.
Lótus: Estudo, elevação das vibrações.
Maçã-Rosada: Acalma.
Madeira: Energia positiva, amor, elevação das vibrações.
Madeira Oriental: Sensualidade e atração.
Mirra: Traz saúde e sucesso nos negócios, oferenda aos Deuses, boa sorte, 
acalma, purifica,espiritualidade e psíquico.
Mirra Quefren: Para despertar força.
Musk: Cria um ambiente de sensualidade.
Nós Moscada: Diminui a ansiedade.
Néfer: Amor, sensualidade e atração.
Nefetis: Amor.
Ópio: Favorece a determinação, elevação das vibrações, estudo e psíquico,
 alucinógeno.

Ópio Rosa: Sensualidade e atuação.
Orquídea: Afrodisíaco.
Orquídea Azul: Psíquico.
Patchuli: Desperta a alegria, clarividência, sensualidade, atração, 
para despertar força.
Papoula: Psíquico.
Quefren: Elevação das vibrações e psíquico.
Rosa: Purifica, estudo, espiritualidade, amor, elevação das vibrações, 
psíquico.
Rosa Branca: Purifica os sentimentos, acalma.
Rosa Musgo: Rejuvenesce, embeleza e amacia a pele.
Rosa Real: Útil na defesa da casa.
Rosário: Acalma, amor, elevação das vibrações.
Romanus: Para despertar força e psíquico.
Sândalo: Acalma, purifica, estudo, espiritualidade, amor, elevação 
das vibrações,
sensualidade e atração,favorece a meditação e a intuição; 
equilíbrio mental.
Verbena: Atrai sorte.
Vetvert: Ativa a sensualidade, comando.
Violeta: Desperta autoconfiança, afrodisíaco.
Templum: Estudo, espiritualidade, elevações das vibrações, psíquico.
Ylag Ylang: Ativa a sensualidade, poderoso afrodisíaco.
Velas perfumadas – Os aromas permitem que a cor some-se à força que
 imprime cada essência. Os aromas atuam sobre nosso sistema nervoso, 
inclusive estimulam as distintas funções do organismo a nível sensorial
 e extra-sensorial.
Florais – provocam sentimentos de alegria, amor e serenidade.
Amadeirados – para trabalho, dinheiro e profissão.
Especiarias – alecrim – protetor e revitalizante, menta- estimula e refresca.
Cítricos – podem ajudar a baixar a pressão sanguínea, são tonificantes do 
estômago e acalmam os nervos. Experimente o efeito revigorante, refrescante 
e ao mesmo tempo, calmante dos aromas de laranja e mandarina.
Sândalo – Sinta que a tensão nervosa desaparece e substituída por uma 
relaxante sensação de tranqüilidade e bem estar. Está indicado para o 
trabalho e dinheiro. Quando estamos tranquilos o Universo flui em
 bendições para nós.
Pinho – Acenda sua vela em um destes pequenos fornos de cerâmica, onde se 
agrega óleo, e sinta como o stress e a confusão mental desaparecem. 
O fresco aroma das madeiras de pinho, melhora muitas doenças,
 como reumatismo, resfriados, tosse e dor de garganta. Os músculos doloridos se relaxam.
Lavanda – Sinta o ar mais leve e o espírito elevado. Muito eficaz para 
dores de cabeça provocada por olho gordo Também pode ser usada 
no dormitório das crianças quando estão doentes. Outra maneira de 
eliminar a dor de cabeça, no ato, é usar um raminho de lavanda fresca 
sobre a testa. Mergulhe-a previamente em água fria e aplique diretamente 
sobre a frente, olhos, alto da cabeça e nuca.
Limão – Verá como desaparecem os insetos, ao mesmo tempo que sente a 
frescura da fragrância de limão. Empregado para acalmar os nervos e aliviar 
dores de cabeça depois de um dia de stress.
Eucalipto – Acenda sua vela e note que como fica mais fácil respirar à
 medida que se espalha a essência de eucalipto. Resolvem os conflitos 
e ansiedade, favorecem a claridade de pensamento.

AS VELAS E AS FORMAS
Segundo sua Forma
Velas quadradas – Mobilizam energias e propostas de teor material. 
Quando buscamos cimentar algo prático e objetivo. Agrega solidez e força.

Velas cilíndricas: São elementos de força que promovem a elevação, 
geram a sensação de superação. Usadas para crescimento e orientação.
 Ideais para superar limites e purificação espiritual.
Velas redondas – Ativam e facilitam as mudanças. Acender uma vela 
redonda serve para dar uma injeção de vigor a uma situação que se encontra 
adormecida. Uma carga de energia.
Velas triangulares ou hexagonais – Quando apresentam ângulos muito marcados geram uma energia de luta e combate. Pode-se usar para vencer uma concorrência ou para superar o outro em uma disputa comercial ou judicial.
Velas espiraladas – Quando se busca maior objetividade em assunto em que 
a fantasia está mesclada com a realidade. As que apresentam a forma de caracol 
são usadas para claridade mental e sabedoria interior.
Velas de mel – Sugerem doçura e harmonia. Indicadas para cumprir desejos 
de sintonia de casal e para criar bons laços de trabalho.
Velas com símbolos orientais – Quase todos eles são indicados para a prosperidade, 
sabedoria, saúde, paz e amor. Enquanto se queima vão ativando distintos
 símbolos ou setores de nossa vida.
Velas animal-print – As que são estampadas com texturas de animais selvagens 
são indicadas para sexualidade e potenciam a libido.
Velas frutais – São ótimas para indicar a melhor solução ante problemas 
de trabalho ou de resolução profissional.
Velas Flutuantes – Somente se utilizam para propósitos sentimentais. 
Devem ser acesas entre as 12hs e 18hs, durante o dia, enquanto rege o 
elemento sol para receber toda a força e energia. Se desejar fazer um 
jantar à luz de velas pela noite, basta colocar o recipiente com a água 
em pleno sol por cerca de duas horas.
Velas perfumadas – Os aromas permitem que a cor some-se à força que 
imprime cada essência. Os aromas atuam sobre nosso sistema nervoso, 
inclusive estimulam as distintas funções do organismo a nível sensorial 
e extra-sensorial.
Velas em gel – Não são as mais indicadas para pedidos, porém servem 
para tudo que seja a busca do equilíbrio energético ou em trabalhos 
com a aura humana, desde que se saiba onde deve buscar o equilíbrio.

MENSAGENS DA VELA

Vela que não acende prontamente – Indica que o anjo pode estar 
tendo dificuldades para ancorar. O astral ao seu redor pode estar 
“poluído ou carregado”.
Vela queimando com chama azulada – O anjo demonstra que, 
devido às circunstancias, seu pedido terá algumas mudanças. 
Está lhe pedindo paciência, pois a realização de seu desejo já está à caminho.
Vela queimando com chama amarelada – A sua felicidade está próxima.
Vela queimando com chama vermelha – O seu pedido está sendo realizado.
Vela queimando com chama brilhante – Você está tendo êxito no seu pedido.
Chama que levanta e abaixa – Você está pensando em várias coisas ao 
mesmo tempo. Sua mente pode estar um pouco tumultuada.
 Alerta para firmar o seu pedido.
Chama que solta fagulhas no ar – O anjo colocará alguém no seu caminho 
para comunicar o que você deseja. Poderá ter algum tipo de desapontamento 
antes do seu pedido ser realizado. Antes do seu pedido se realizar, você 
sofrerá algum pequeno aborrecimento.
Chama que parece uma espiral – Seus pedidos serão alcançados, o anjo já está levando sua mensagem. Mas, cuidado, não faça comentários de seus desejos, pois tem gente por perto querendo atrapalhar os seus pedidos.
Pavio que se divide em dois – Seu pedido foi feito de forma duvidosa, tente novamente.
Ponta de pavio brilhante – Sorte e sucesso no seu pedido.
Vela que chora muito – O anjo sente dificuldades em realizar o seu pedido. Pois, 
você está muito emotiva, e sem forças.
Sobra um pouco de pavio e a cera fica em volta – O anjo pede mais oração.
Se a vela apaga, depois de acesa (sem vento por perto) – O anjo ajudará na parte 
mais difícil do pedido, o resto cabe à você resolver. Acenda mais duas velas, 
para reforçar o pedido.
Chama enfraquecida – É preciso reforçar o seu pedido.
Chama que permanece baixa – De tempo ao tempo, pois esta não é a hora certa 
para receber o que tanto deseja. Indica que você não está bem, e há necessidade
 de elevar rapidamente o seu astral.
Chama que vacila – Indica que o pedido se realizará, mas antes ocorrerá alguma 
transformação necessária.
Quando se acende mais de uma vela e uma das chamas está mais brilhante do 
que as outras – Indica boa sorte.
Quando se acende mais de uma vela e, todas as chamas ESTÃO altas e brilhantes – 
Erga as mãos para o céu e agradeça pela benção que está recebendo em seu pedido.
Quando a vela queima por inteiro: seu pedido foi plenamente aceito.
Quando a vela forma uma ESPÉCIE de escada ao lado – indica que seu pedido 
está se concretizando.
Quando a vela termina de queimar e sobra cera esparramada no prato,
 sem queimar – É sinal que você precisa acender novamente o que sobrou, 
pois existe energias negativas atrapalhando. Quando terminar de queimar, 
então acenda outra e agradeça ao seu Anjo.

As velas fazem a ligação do plano físico com o mundo espiritual, contêm em si 
os quatro elementos: ÁGUA - parafina.  TERRA -pavio
FOGO - chama.    AR - ar mesmo combustível para ela queimar.

NA UMBANDA
Muitas médiuns acendem velas para seus guias , de forma automática 
e mecânica, sem nenhuma concentração. É preciso que tenha-se 
consciência do que esteja-se fazendo, da grandeza e importância 
(para o médium e Entidade), pois a energia emitida pela mente 
do médium, irá englobar a energia ígnea (do fogo) e , 
juntas viajarão no espaço para atender a razão da queima 
desta vela.
Depois de um tempo, alguns médiuns começam a acender velas 
pros guias e
orixás, nas firmezas de início de trabalho, por exemplo, 
de forma quase que
mecânica. Como acaba se tornando uma rotina, alguns esquecem, 
mesmo, que cada vez que se acende uma vela, se está praticando 
um pequeno ritual.
Assim, é super importante manter a concentração naquele momento e,
sobretudo, a fé. Se o ato de acender uma vela é a abertura de 
um canal com o
guia ou orixá, certamente a forma como ela vai ser acendida 
estabelece as condições desse canal.
Quando a vela está relacionada a um pedido em especial, 
mais uma vez a fé e a concentração são essenciais. Podem, 
mesmo, significar a diferença entre se obter o resultado 
almejado ou não.
Quando acendemos uma vela imantamos ela mentalmente com 
uma determinada intenção acompanhada de sentimentos a 
qual passa a ser uma fonte emissora repetitiva desta 
intenção e sentimento enquanto acesa. Ocorre que por vezes 
espíritos em condições ainda sofríveis e necessitando de 
auxílio podem ali se achegarem tanto para tentar absorver 
parte desta emissão ou na esperança que se alguém conseguiu 
ali alguma ajuda ou alívio poderia eles também adquirir 
esta graça.Não que tenham más intenções mas a simples 
presença deles(ou um apenas)por estarem ainda em desequilíbrio 
podem afetar a harmonia do ambiente.Portanto é mais fácil 
evitar-se tal prática do que estar sempre sujeito a doutrinar 
constantemente tais espíritos visto que em nossa casa não 
é o local propício para tal prática caritativa até por segurança. 
Explicasse aí as restrições feitas pela parte da Espiritualidade 
que atua junto ao Espiritismo quanto a evocações com intenções 
de doutrinação em reuniões familiares, pois bem, o acender 
velas é uma forma de evocação inconsciente também.
As velas acesas fora de casa não trazem qualquer problemas 
de ordem
espiritual; Nossos lares, desde que respeitando o mínimo de 
harmonia e
equilíbrio, possuem uma proteção natural advinda da 
Espiritualidade que
impedem o acesso de espíritos ainda em perturbação espiritual 
de qualquer nível.
ORIXÁS E SUAS CORES
Velas coloridas relacionam diretamente com a Linha que a Entidade 
que trabalha da mesma forma que as pembas.O seu uso depende 
das normas ritualísticas do Templo que pode adota-las 
freqüentemente, em ocasiões especiais ou sequer utiliza-las. 
A correspondência cor-Orixás e falanges com

algumas variações normalmente são:
Oxalá= Branca
Oxossi= Verde
Xangô= Marron
Ogum=Vermelha
Yemanjá= Azul
Oxum= Azul
Iansã= Amarela
Omulú=Branca
Nana = Roxa
Ibeiji= Rosa
Ossãe= Amarela
Pretos Velhos = Branca, Azul
Caboclos= Verde, Marron, Vermelha, Amarela,Branca
Marinheiros= Azul , Branca
Boiadeiros= Marron,Verde,Roxa, Branca
Baianos= Marron, Branca
Orientais = Amarela ,Branca
Exus= Vermelha,Preta ,Branca
A questão de acender velas dentro de casa é muito relativa. Cada um deverá seguir
a orientação que recebeu, para a execução do ritual. Normalmente as velas para
anjos da guarda são acesas acima da altura da cabeça. 
Nunca é demais salientar que devemos deixar uma vela acesa em segurança sem
cortinas perto que possam se incendiar, em lugares apropriados muitos ulitizam
 acender dentro de formas de alumínio para caso tombem não coloquem em risco
o local. Aconselho a acender as velas estando por perto para observar.

Beijos
Iara de Oliveira Rocha


pesquisa:
MAGIA DIVINA DAS VELAS - RUBENS SARACENI
VELAS PARA WICCAS -LIVRO DAS SOMBRAS - YAN DAGO
USO MÁGICO DAS VELAS - MICHAEL HOWARD


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

SENTA QUE LÁ VEM CONVERSA- SOBRE A REJEIÇÃO




SOBRE A REJEIÇÃO

Por Iara de Oliveira Rocha.


É impressionante como lidando com minhas pacientes percebo o efeito devastador
da rejeição. E como admiro bons vendedores, que por força do trabalho aprenderam
a lidar bem com esta sensação; eles são mestres na superação deste obstáculo.
A rejeição as vezes chega a ser impeditiva, traz danos físicos como surtos de
ansiedade, síndrome do pânico e coisas e tais. De acordo com a psicologia este
medo de ser rejeitado começa com um processo de rejeição na mais tenra infância;
e deixa marcas profundas que perseguirão a pessoa vida a fora, caso ela não
perceba e não trate. Muitas vezes as pessoas deixam de tentar as coisas por
pavor de ser rejeitado até por quem não tem um relacionamento e as vezes
nem conhece. Intelectualmente não é apenas uma palavra, não morde não arranca
pedaço, mas emocionalmente não funciona assim.
A rejeição infantil acontece de diversas formas, filhos que são abandonados,  filhos que 
se sentem preteridos e julgam um irmão mais estimado ou mais querido,  filhos que 
são criticados em demasia ou não são elogiados ou são frequentemente comparados 
negativamente a outras crianças nunca se achando bons o bastante para serem amados.
Muitos especialista acreditam que a vida adulta só faz repetir e reforçar tais 
padrões pré estabelecidos com romances mal sucedidos, já fadados ao fracasso,
com términos impactantes, com perda de emprego ou possíveis vagas, amizades
falsas, sendo frequentemente humilhados. Eu particularmente acredito que uma crença
(falsa ou não) uma vez estabelecida só faz se comprovar. Como diz o dito popular
se você acreditar que dará certo ou errado de toda a maneira você acerta. Muitas vezes
nos desgastamos porque conscientemente acreditamos e tentamos mudar o padrão,
mas inconscientemente esta falsa crença sobre nós mesmos nos sabota, reforçando
ainda mais o padrão.
A pessoa rejeitada acha que nunca é boa o bastante e passa a acreditar que existe
algo profundamente errado em si mesmo, e é frequente vermos que as vezes para 
justificarmos isto, deixamos que fisicamente algo em nós não fique bom para usar
como justificativa para a pergunta intrínseca que não se responde, porque não 
gostam de mim?
Imagine que além de ser rejeitado no final de tantas experiências negativas você
acabará se culpando pelos resultados de não ser bom o bastante e não merecer ser
amado e estimado, então muitas vezes é mais "simples" inconscientemente ativar
o gatilho de ficar por exemplo feio, ou fora de forma para justificar a sensação de
inadequação. Parece loucura mas é verdade, este fator físico explicaria o porque
você não é aceito, Outras tantas leva a pessoa a ter um gênio irascível e intratável,
para se defender de mais uma rejeição, e ela passa a se defender antes do ataque.
Outo comportamento péssimo é o de tentar agradar a humanidade para tentar ser
aceito, a busca da eterna aceitação é impossível e  tais comportamentos irão ainda
mais reforçar o padrão pré-existente. É um círculo vicioso, nocivo, danoso.
Meus amigos sozinho é quase impossível tratar este distúrbio, temos de ter ajuda
muitas vezes nem temos consciência de quais foram os fatos desencadeadores
de tal comportamento. Existem vários tipos de terapias neurolinguística, EFT
(terapia de libertação emocional), psicoterapia breve.
Todas as faculdades de psicologia tem atendimento com preços ou gratuitos ou
simbólicos. Pare de sofrer, o terapeuta jamais vai te rejeitar, vai te entender
e te ajudar. Busquem ajuda, não fiquem reféns de conceitos que nem foram
vocês que criaram em suas vidas. Liberte-se através do auto-conhecimento.

Beijos 
Iara de Oliveira Rocha.

domingo, 1 de setembro de 2013

IBEJÍS - SÃO COSME E SÃO DAMIÃO.






IBEJÍS - SÃO COSME E SÃO DAMIÃO

Por  Iara de Oliveira Rocha






Os santos católicos São Cosme e Damião eram filhos de uma nobre família de cristãos.
Viveram por volta de 260 DC, nasceram na Arábia e viveram na Ásia menor. Eram 
gêmeos e desde muito cedo manifestaram o dom para a medicina, estudaram e se 
diplomaram na Síria, como profissionais competentes foram trabalhar como médicos
e missionários na Egéia, eles usavam seu talento em medicina e seus serviços para
a catequese cristã. Não cobravam por suas consultas e tratamentos; eram então
chamados de anárgiros, que quer dizer os que não se vendem por dinheiro, e movidos
pelo Divino Espírito Santo realizavam milagres em nome de Jesus.
Eles não se limitavam a curar pessoas, se dedicavam aos animais também, sabedores
que toda criação aguarda a glória de DEus. Seu apostolado não se baseava em 
palavras e sabedoria e sim em demonstração do Espírito de poder (I cor 2,4).
Anunciavam Cristo e tinham conversões através de seu trabalho.
A comemoração católica é feita em 26 de setembro e nos cultos afros é comemorada
em 27 de setembro 

A umbanda usou o sincretismo associando Orixás Ibejís na figura dos dois santos
católicos. Os ibejís são Orixás que protegem as crianças e são considerados 
Orixás do amor e da alegria. Os espíritos trabalhadores desta linha se apresentam
sob forma de crianças, são entidades poderosas visto que nenhum mal neles residem,
como espíritos não tem idade não se iludam pelo fato de se manifestarem como
crianças. Essa linha poderosa na umbanda, tem uma força energética elevadíssima
e conseguem os trabalhos com esta energia são basicamente definitivos e podem
vencer qualquer demanda.São poderosos aliados das forças do bem e do amor.
Nada maligno pode resistir a eles. Normalmente usam a cor rosa, e seus domínios
são parques e jardins.
Por serem representados por crianças temos o costume de festejar e doar doces
em sua festa. Algumas vertentes dizem serem filhos gêmeos de Xangô e Iansã. 
Outras tradições africanas dizem que são filhos de Yemanjá e Oxalá.
Juntamente com Cosme e Damião na umbanda ouve-se referências a :
DOUM - Legião de crianças nascidas em cativeiro.
TUPANZINHOS - Legião de crianças das matas normalmente índios.
ALABÁ - Legião de crianças com destinos que cruzaram guerras.(cruzam com Ogum)
DANSÚ -  Legião de crianças com forças em Xangô
SANSÚ - Legião de crianças  com forças em Yemanjá
DAMIÃO - Legião de crianças com forças em Cosme, Damião e Odoum
COSMES - Legião de crianças com força em Oxalá.

Existem relatos que Doum foi uma criança curada pelos santos que também o criaram, 
de acordo com tradições Yorubás os gêmeos eram chamados de Ibejís (que significa
nascimento duplo), isso para qualquer criança nascida gêmea; e todo filho nascido
após o nascimento de gêmeos era chamado de Idowu( que significa nascido após 
os gêmeos) , a pronuncia foi simplificada ficando Doum.

Espero te-los esclarecido um pouco.
Desejo que Cosme, Damião e Doum os abençoe, os proteja, e lhes dê alegria.






Beijos
Iara de Oliveira Rocha







pesquisa:
Carlos pavão

Elizabeth Miriam N.Passos
Diretora Espiritual FSMYBZ














 













quinta-feira, 22 de agosto de 2013

FOLCLORE BRASILEIRO


FOLCLORE

Entende-se por folclore o conjunto de crenças, lendas, festas, superstições, artes e costumes de um povo. Tal conjunto normalmente é passado de geração a geração por meio dos ensinamentos e da participação real dos festejos e dos costumes. De origem inglesa, o folclore é uma palavra originada pela junção das palavras folk, que significa povo; e lore, que significa sabedoria popular. Formou-se então a palavra folclore que quer dizer sabedoria do povo.

O folclore assume grande importância na história de todos os povos, pois por meio desse conjunto pode-se conhecer a antiga cultura e a formação da cultura presente nos dias de hoje. Dentre as características que possui é possível identificar os fatos folclóricos a partir do anonimato, já que todos os componentes folclóricos são de autoria desconhecida; da aceitação coletiva, já que cada pessoa absorve a essência folclórica e a repassa aos outros a partir de seu entendimento próprio; e da transmissão oral, já que antigamente não havia meios de comunicação como na atualidade. Para manter vivo o folclore típico de cada região existem datas específicas para a realização dos festejos e artes.

Mitos e lendas são estórias contadas oralmente através dos tempos. Permutando acontecimentos reais e históricos com acontecimentos alegóricos. As lendas e mitos procuram explicar muitas vezes acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais. Os mitos sempre possuem um forte artefato simbólico. Os povos antigos não conseguiam explicar os fenômenos da natureza, através de explicações científicas, principalmente pelo fato da ciência que não era tão avançada quanto é hoje, não havia tecnologia para novos descobrimentos e criavam-se mitos com o propósito de dar sentido os acontecimentos do mundo.

Os mitos também serviam como uma forma de passar conhecimentos e alertar  as pessoas sobre perigos ou defeitos e qualidades do ser humano. Deuses, heróis e personagens sobrenaturais se misturam com fatos da realidade para dar sentido a vida e ao mundo. Muitas lendas se perderam com o tempo, a magia dos contos e mitos que embalaram antigas gerações e tradições poéticas em nosso país.

Nosso folclore está morrendo, as fábulas e contos que nos levavam para o mundo imaginário através da literatura ou de estórias contadas no intuito de um universo de aprendizado interior. A magia dos contos foi se consumindo ao longo dos tempos e em casa os pais já não contam lendas como, por exemplo, a do saci Pererê, Iara, Corpo-seco, Boitatá entre outras inúmeras lendas folclóricas. Em muitas cidades ainda persistem tais contos como um fator cultural e importantíssimo na riqueza de nosso país, hoje devastado por culturas tecnológicas, entre tantas que se reduzem à modernidade de um mundo consumista e não mais com o brilho da leitura ou de estórias contadas pelos pais ou avós.

Essa cultura do folclore Brasileiro faz a mente do ouvinte ou leitor despertar, tirando lições para o cotidiano. Estão assassinando coisas tão belas que fazem o ser humano ser auto-analítico, contemplar seu meio e viajar sobre forçar límpidas da imaginação necessária para se emocionar ou sorrir diante das dificuldades cotidianas.

No conjunto de tudo que podemos chamar de folclore de uma terra; a comida paralendas, danças, vestuário e muito mais, pergunto: Quantas crianças da atual geração conhecem algum cântico do nosso rico e vasto histórico de lendas brasileiras. O tempo resiste aos antigos que ainda lembram dos contos e ainda fazem-se enfeitiçado por eles. Mas nossas crianças, futuras gerações de um país inundado de costumes e culturas diversas.
A verdadeira cultura morre aos poucos perdidas nas amarras do tempo sobre as grandes cidades. O mito resiste ao tempo, caso contrário não seria um mito. Mas como resgatar essa beleza? Passando oralmente essa ampla cultura como era feita outrora, como é feito em alguns lugares distantes do Brasil.

O folclore é a cultura de um povo, de um país, de uma civilização. Essas fábulas são a essência histórica e o engrandecimento cultural, o desenvolvimento do intelecto dos futuros cidadãos do país. Se o país continuar vivendo na marginalidade cultural talvez aconteça o que nunca ninguém jamais imaginou; O assassinato do mito, o assassinato da interior de toda uma civilização e sua tradição, o assassinato da fantasia e dos contos que um dia fizeram questionar o medo ou espalharam estórias de amor.

As lendas soam de fato um aprendizado fantasioso, mas que além de sua magia faz o leitor navegar por mares questionáveis da imaginação e derrotar toda a deficiência de anticultural ainda eminente em nosso país nos dias atuais, deflagrada pela falta de oportunidade e desinteresse através das asas mórbidas das dificuldades do cotidiano.
Por Letícia de Castro

BICHO PAPÃO
O bicho-papão é uma figura fictícia mundialmente conhecida. É uma das maneiras mais tradicionais que os pais ou responsáveis utilizam para colocar medo em uma criança, no sentido de associar esse monstro fictício à contradição ou desobediência da criança em relação à ordem ou conselho do adulto.
Desde a época das Cruzadas, a imagem de um ser abominável já era utilizada para gerar medo nas crianças. Os muçulmanos projetavam esta figura no rei Ricardo, Coração de Leão, afirmando que caso as crianças não se comportassem da forma esperada, seriam levadas escravas pelo melek-ric (bicho-papão): “Porta-te bem senão o melek-ric vem buscar-te”.

A imagem do bicho-papão possui variações de acordo com a região. No Brasil e em Portugal, é utilizado o termo “bicho-papão”. Nos Países Baixos, o monstro leva o nome de Zwart Piet (Pedro negro), que possui a tarefa de pegar as crianças malvadas ou desobedientes e jogá-las no Mar Negro ou levá-las para a Espanha. Em Luxemburgo, o bicho-papão (Housecker) é um indivíduo que coloca as crianças no saco e fica batendo em suas nádegas com uma pequena vara de madeira.

Segundo a tradição popular, o bicho-papão se esconde no quarto das crianças mal educadas, nos armários, nas gavetas e debaixo da cama para assustá-las no meio da noite. Outro tipo de bicho-papão surge nas noites sem luar e coloca as crianças mentirosas em um saco pra fazer sabão. Quando uma criança faz algo errado, ela deve pedir desculpas, caso contrário, segundo a lenda, receberá uma visita do monstro.

BOITATÁ
A lenda do boitatá foi criada pelo padre José de Anchieta, na qual descreveu o boitatá como uma gigantesca cobra de fogo ondulada, com olhos que parecem dois faróis, couro transparente, que cintila nas noites em que aparece deslizando nas campinas e na beira dos rios. Diz a lenda também que o boitatá pode se transformar em uma tora em brasa, para assim queimar e punir quem coloca fogo nas matas.

Diz a lenda, também, que quem se depara com o boitatá geralmente fica cego, pode morrer ou até ficar louco . Assim, quando alguém se encontrar com o boitatá deve ficar parado, sem respirar e de olhos bem fechados.

Como a maioria das lendas e crendices populares que são passadas de geração em geração através do “ouvir e contar”, a lenda do boitatá sofreu algumas modificações, sendo que em muitas partes do Brasil a lenda é contada de forma diferente. Em Santa Catarina, por exemplo, o boitatá é descrito como um touro de "pata como a dos gigantes e com um enorme olho bem no meio da testa, a brilhar que nem um tição de fogo".

BOTO ROSA
Acredita-se que nas noites de lua cheia, próximas da comemoração da festa junina, o boto cor-de-rosa sai do Rio Amazonas, transforma-se em metade homem e continua em condição de boto na outra metade do corpo.

Muito atraente e com um belo porte físico, o boto sai pelas comunidades próximas ao rio, encanta e seduz a moça mais bonita. O belo rapaz usa sempre um chapéu, leva as moças até a margem do rio e as engravida. Ao engravidá-las, o rapaz volta a ser um boto cor-de-rosa e a moça volta a sua comunidade grávida.

Por esse fato, as pessoas que vivem em comunidades próximas aos rios onde habitam os botos cor-de-rosa o comem acreditando que ficarão enfeitiçadas por ele pelo resto da vida. Acredita-se também que algumas pessoas que comem a carne do boto ficam loucas. 

CUCA
A Cuca é sem dúvida, um dos principais seres do folclore brasileiro, principalmente pelo fato de o personagem ter sido descrito por Monteiro Lobato em seus livros infantis e em sua adaptação para a televisão, o Sítio do Pica-Pau Amarelo. A Cuca se originou através de outra lenda: a Coca, uma tradição trazida para o Brasil na época da colonização.

Segundo a lenda, a Cuca é uma velha feia que tem forma de jacaré e que rouba as crianças desobedientes, sendo usado por muitas vezes como uma forma de fazer medo em crianças que não querem dormir.

LOBISOMEM
O lobisomem é um dos mais populares monstros fictícios do mundo. Suas origens se encontram na mitologia grega, porém sua história se desenvolveu na Europa. A lenda do lobisomem é muito conhecida no folclore brasileiro, sendo que algumas pessoas, especialmente aquelas mais velhas e que moram nas regiões rurais, de fato creem na existência do monstro.

A figura do lobisomem é de um monstro que mistura formas humanas e de lobo. Segunda a lenda, quando uma mulher tem 7 filhas e, depois, um homem, esse último filho será um Lobisomem.

Quando nasce, a criança é pálida, magra e possui as orelhas um pouco compridas. As formas de lobisomem aparecem a partir dos 13 anos de idade. Na primeira noite de terça ou sexta-feira após seu 13º aniversário, o garoto sai à noite e no silêncio da noite se transforma pela primeira vez em lobisomem e uiva para a Lua, semelhante a um lobo.

Após a primeira transformação, em todas as noites de terça ou sexta-feira, o homem se transforma em lobisomem e passa a visitar 7 partes da região, 7 pátios de igreja, 7 vilas e 7 encruzilhadas. Por onde ele passa, açoita os cachorros e desliga todas as luzes que vê, além de uivar de forma aterrorizante.

Quando está quase amanhecendo, o lobisomem volta a ser homem. Segundo o folclore, para findar a situação de lobisomem é necessário que alguém bata bem forte em sua cabeça. Algumas versões da história dizem que os monstros têm preferência por bebês não batizados, fazendo com que as famílias batizem suas crianças o mais rápido possível.

NEGRINHO DO PASTOREIO

É uma das lendas mais populares do Brasil, principalmente na região sul. Diz a lenda que um fazendeiro ordenou que um menino, seu escravo, fosse pastorear seus cavalos. Após um tempo, o menino voltou e o fazendeiro percebeu que faltava um cavalo: o baio. 

Como castigo o fazendeiro chicoteou o menino até sangrar e mandou que ele fosse procurar o cavalo que faltava. O garoto conseguiu achar baio, porém não conseguiu capturá-lo, então, o fazendeiro o castigou mais ainda, prendendo-o em um formigueiro. No dia seguinte, o fazendeiro se deparou com o menino sem nenhum ferimento, a virgem Maria do seu lado e o cavalo baio. Após o fazendeiro ter pedido perdão, o menino nada respondeu, montou em baio e saiu a galope.

SACI-PERERÊ

O Saci-Pererê é uma lenda do folclore brasileiro e originou-se entre as tribos indígenas do sul do Brasil.
O saci possui apenas uma perna, usa um gorro vermelho e sempre está com um cachimbo na boca.
Inicialmente, o saci era retratado como um curumim endiabrado, com duas pernas, cor morena, além de possuir um rabo típico.
Com a influência da mitologia africana, o saci se transformou em um negrinho que perdeu a perna lutando capoeira, além disso, herdou o pito, uma espécie de cachimbo, e ganhou da mitologia europeia um gorrinho vermelho.
A principal característica do saci é a travessura, ele é muito brincalhão, diverte-se com os animais e com as pessoas. Por ser  muito moleque ele acaba causando transtornos, como: fazer o feijão queimar, esconder objetos, jogar os dedais das costureiras em buracos e etc.
Segundo a lenda, o Saci está nos redemoinhos de vento e pode ser capturado jogando uma peneira sobre os redemoinhos.
Após a captura, deve-se retirar o capuz da criatura para garantir sua obediência e prendê-lo em uma garrafa.
Diz também a lenda que os Sacis nascem em brotos de bambus, onde vivem sete anos e, após esse tempo, vivem mais setenta e sete para atentar a vida dos humanos e animais, depois morrem e viram um cogumelo venenoso ou uma orelha de pau.

VITÓRIA RÉGIA
A lenda da vitória-régia é muito popular no Brasil, principalmente na região Norte. Diz a lenda que a Lua era um deus que namorava as mais lindas jovens índias e sempre que se escondia, escolhia e levava algumas moças consigo. Em uma aldeia indígena, havia uma linda jovem, a guerreira Naiá, que sonhava com a Lua e mal podia esperar o dia em que o deus iria chamá-la.

Os índios mais experientes alertavam Naiá dizendo que quando a Lua levava uma moça, essa jovem deixava a forma humana e virava uma estrela no céu. No entanto a jovem não se importava, já que era apaixonada pela Lua. Essa paixão virou obsessão no momento em que Naiá não queria mais comer nem beber nada, só admirar a Lua.

Numa noite em que o luar estava muito bonito, a moça chegou à beira de um lago, viu a lua refletida no meio das águas e acreditou que o deus havia descido do céu para se banhar ali. Assim, a moça se atirou no lago em direção à imagem da Lua. Quando percebeu que aquilo fora uma ilusão, tentou voltar, porém não conseguiu e morreu afogada.

Comovido pela situação, o deus Lua resolveu transformar a jovem em uma estrela diferente de todas as outras: uma estrela das águas – Vitória-régia. Por esse motivo, as flores perfumadas e brancas dessa planta só abrem no período da noite.

IARA - MÃE DAS ÁGUAS

A palavra Iara é de origem indígena. Yara significa “aquela que mora na água”
Também conhecida como a “mãe das águas”, de acordo com a lenda, de origem indígena, 
Iara é uma sereia (corpo de mulher da cintura para cima e de peixe da cintura para baixo) morena de cabelos negros e olhos castanhos. 
A lenda conta que a linda sereia fica nos rios do norte do país, onde costuma viver. Nas pedras das encostas, costuma atrair os homens com seu belo e irresistível canto. 
As vítimas costumam seguir Iara até o fundo dos rios, local de onde nunca mais voltam. 
Os poucos que conseguem voltar acabam ficando loucos em função dos encantamentos da sereia. Neste caso, conta a lenda, somente um ritual realizado por um PAJÉ  
(chefe religioso indígena, curandeiro) pode livrar o homem do feitiço. 
Contam os ÍNDIOS  da região amazônica que Iara era uma excelente índia 
guerreira. Os irmãos tinham ciúmes dela, pois o pai a elogiava muito. 
Certo dia, os irmãos resolveram matar Iara. Porém, ela ouviu o plano e resolveu 
matar os irmãos, como forma de defesa. Após ter feito isso, Iara fugiu para as matas. 
Porém, o pai a perseguiu e conseguiu capturá-la. Como punição, Iara foi jogada no rio Solimões (região amazônica). Os peixes que ali estavam a salvaram e, 
como era noite de lua cheia, ela foi transformada numa linda sereia.






quinta-feira, 15 de agosto de 2013

CRISTALOTERAPIA




Cristaloterapia - Uso Terapêutico dos Cristais


Cristaloterapia é o uso terapêutico dos cristais.
Cristais, este corpo sólido, abundante na natureza, sempre foi conhecido pela sua beleza. Desde a antiguidade já ornamentava colares e artigos religiosos. Algumas pedras se destacam pela sua raridade e valor comercial. Segundo o esoterismo; eles possuem propriedades terapêuticas, devolvem o equilíbrio físico e espiritual, podem até promover a cura de algumas doenças, desde que usado corretamente.
Tribos indígenas como; os cherokees, navajos, aparanho, hopi, ananazi, tupi-guaranis...sempre souberam usar as propriedades curativas dos cristais. Os Egípcios antigos também cultivavam o uso de cristais assim como os ciganos Alguns místicos acreditam que estas pedrinhas possuem um memória, que guarda impressões e que podem ser resgatadas por um cristaloterapeuta ou um sensitivo.
Aplicações
- Podem ser usados para meditação juntamente com incensos.

- Como amuleto; no cordão, na bolsa, protege contra mal-olhado, energias negativas e dá sorte.

- Auxilia na cura, desde que energizado e aplicado no chacra a pedra associada ao combate da enfermidade.

- Em ambientes, promove a harmonia e paz para todos no local.

- Potencializa a vidência; a bola de Cristal por exemplo, funciona como um canal de ligação entre nosso mundo e o astral.
Limpeza e energização dos Cristais
A limpeza do cristal é bem simples; ele deve ser lavado em água corrente. Se ele estiver muito carregado negativamente, coloque-o de molho numa vasilha com água e sal.
Você pode carrega-lo com a energia do sol, para isso basta expô-lo aos raios solares das 8 da manha as 10 horas. A noite pode energiza-lo com a luz da lua cheia.
Algumas pedras e seu uso específico:

TURMALINA PRETA - Proteção contra energias negativas. Boa para o fígado.

QUARTZO BRANCO - É uma pedra especial, serve para tudo. É estimulante, equilibrador, ativador e desativador de energias.

QUARTZO FUMÊ - Para concretização de pedidos. Boa para os ossos, pés, pernas e joelhos.

QUARTZO VERDE - Para a cura de doenças. Aumenta a simpatia. Bom para combater o Estresse

ESMERALDA - Pedra do prazer. Resgata a esperança. Apoio nas situações adversas. Aguça a percepção dos sentidos. Ativa a sensualidade

GRANADA - Estimula, ajuda a tomar decisões. Boa para a estafa física e para a sexualidade. Pedra da coragem.

CITRINO - Pedra base para a realização pessoal, concretização de negócios, trabalho, emprego. Boa para o aparelho digestivo.

TOPÁZIO - Pedra do progresso. Aumenta o grau de consciência para podermos produzir melhor. Boa para o aparelho respiratório, asma, bronquite.

LÁPIS-LÁZULI - Para o desenvolvimento espiritual. Para quem tem problemas de comunicação, de se expressar, falar, ajuda do tratamento de insônia e de alergias. É uma pedras calmante

CRISTAL BITERMINADO - Estabelece ligações, abre caminhos. Cuida de todos os pontos de ligação do organismo, ossos, nervos, músculos (tendinite, bursite, reumatismo, coluna, problemas cerebrais, articulações).

DRUSA - Revela o lado positivo das coisas. Boa para a estrutura a alma, equilibra o ambiente. Dá otimismo. Clareia as situações.

AMETISTA - Serve para tudo. Abre o canal de espiritualidade. É calmante, ajudando na insônia, sinusite, tensão, dor, cicatrização.

SODALITA - Para quem tem problemas de falar. Pedra da coragem e da auto confiança.

OLHO-DE-TIGRE - Permite compreender os vários ângulos de uma questão. Abre a mente.

TURQUESA - Trabalha o alívio da tristeza profunda. Auxilia no tratamento das depressões em geral.

CALCITA - Auxilia na solução de problemas.

QUARTZO ROSA - Pedra calmante, da harmonia. Resgata a carência afetiva e a auto-estima. Ameniza a depressão, a insônia, a ansiedade e a agressividade. Pedra do amor.

sábado, 10 de agosto de 2013

E PARA TODAS AS MÃES QUE TAMBÉM SÃO PAIS - AS MÃES SÓ MORREM QUANDO QUEREM




PARA TODAS AS MÃES QUE TAMBÉM SÃO OU FORAM PAIS.


AS MÃES SÓ MORREM QUANDO QUEREM
Alexandre Peligi




Eu tinha 07 anos quando matei minha mãe pela primeira vez.
Eu não a queria junto a mim, quando chegasse à escola em meu 
primeiro dia de aula.
Eu me achava forte o suficiente para enfrentar os desafios que a 
nova vida iria trazer.
Poucas semanas depois, descobri aliviado, que ela ainda estava lá, 
pronta para me defender, não somente daqueles garotos brutamontes 
que me ameaçavam, como das dificuldades intransponíveis da tabuada.

Quando fiz 14 anos eu a matei novamente.
Não a  queria me impondo regras ou limites, nem que me impedisse 
de viver a plenitude dos vôos juvenis.
Mas logo no primeiro porre, eu felizmente a redescobri viva.
Foi quando ela não só me curou da ressaca, como impediu que eu levasse
uma vergonhosa surra de meu pai.

Aos 18 anos achei que mataria minha mãe definitivamente.
Entrará na faculdade, iria morar em república, faria política estudantil,
atividades em que a presença materna não caberia em nenhuma hipótese.
Ledo engano.
Quando me descobri confuso sobre qual rumo seguir, 
voltei à casa materna.
Único espaço possível de guarida e compreensão.

Aos 23 anos me dei conta de que a morte materna era possível,
porém requereria muita lentidão...
Foi quando me casei, finquei bandeira de independência,  e segui viagem.
Mas bastou nascer o primeiro filho para descobrir que o bicho mãe 
se transformara num espécime, ainda mais vigoroso, chamado avó.

Apesar de tudo, continuei acreditando na tese de que a morte seria
bem demorada, e aos poucos fui me sentindo mais distante e autônomo,
mesmo que a intervalos regulares, ela reaparecesse em minha vida 
desempenhando papéis importantes e únicos.
Papéis que somente ela poderia protagonizar...

Mas o final desta história, ao contrário do que eu sempre imaginei,
foi ela quem definiu.
Quando menos esperava, ela decidiu morrer.
Assim, sem mais nem menos, sem pedir licença ou permissão.
Sem data marcada ou ocasião para despedida,
minha tese de morte bem demorada ruiu.
Ela simplesmente se foi, deixando a lição que mães não são para sempre.
Ao contrário do que sempre imaginei, são elas que decidem o quanto 
esta eternidade pode durar em vida, e quando fica delegado 
para o etéreo terreno da saudade...

Não sei se a vida é curta ou longa demais para nós.
Mas descobri que devemos amar as pessoas enquanto elas estão por aqui...
É por isso que temos que amá-las sempre!
O vazio que fica, nunca conseguiremos preencher...

Para quem ainda a tem ao seu lado, AME-A.
Não espere ela partir, para lhe dar Amor.

E para quem já não a tem mais ao seu lado...
Feche os olhos e faça uma prece.
Agradeça a Deus pela vida que teve ao lado dela.


Escrevi essa crônica em 11 de março de 2008, um dia após a morte de Ignês Pelegi 
de Abreu, minha mãe. Naquela época eu não tive condições de ler o texto no ar, 
no que fui socorrido pelo meu amigo Irineu Toledo. 
Hoje, um ano após sua morte, repito essa crônica em homenagem 
não só a ela, como a todas as mães que habitam o céu.
Autoria do texto: Alexandre Pelegi
Publicado no livro: ACERTAR É HUMANO 
                                         (2008, Editora Matrix).


HOMENAGEM AOS PAIS - TIGELA DE MADEIRA




TIGELA DE MADEIRA
Autoria desconhecida.


Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos 
de idade. As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes. 
família comia reunida à mesa. Mas, as mãos trêmulas e a visão falha do avô o 
atrapalhavam na hora de comer. Ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão. 
Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa. O filho e a nora 
irritaram-se com a bagunça:
- Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai - disse o filho.
- Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta 
e comida pelo chão.
Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha. Ali, o avô 
comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação. 
Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa 
tigela de madeira. Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes 
ele tinha lágrimas em seus olhos. Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam 
eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair ao chão. 
O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio.
Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, 
manuseando pedaços de madeira.
Ele perguntou delicadamente à criança:
- O que você está fazendo?
O menino respondeu docemente:
- Oh, estou fazendo uma tigela para você e mamãe comerem, quando eu crescer.
O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho.
Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos.
 Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos. Embora ninguém tivesse falado 
nada, ambos sabiam o que precisava ser feito. Naquela noite o pai tomou o avô pelas
 mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família.
Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família. 
E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, 
leite era derramado ou a toalha da mesa sujava.